Sendo transparente e assertivo
"Nosso objetivo nesta vida não é o de estar sempre à frente das outras pessoas, mas sim, à frente de nós mesmos, para quebrar os nossos próprios recordes e para superar nosso ontem com o nosso hoje.”
(Stewart B. Johnson)
A palavra assertividade traz em seu cerne uma conduta imprescindível para qualquer profissional que se encontra no terceiro milênio e que queira pelo menos sobreviver neste mercado globalizado e altamente competitivo, que é a transparência.
Transparência no exercício da função é hoje, mais do que nunca, essencial para que se obtenha eficiência, eficácia e, por conseqüência, desenvolvimento e crescimento, tanto profissional como organizacional.
O profissional assertivo possui, além de um equilíbrio emocional muito grande, muita transparência em suas ações, tendo sempre cautela ao agir para não magoar ou ferir o próximo.
As condutas e atitudes deste profissional são baseadas no problema e não nas pessoas envolvidas, agindo sempre de modo profissional e imparcial, com cuidado, para não cometer injustiças, policiando–se sempre para não agir de maneira tendenciosa.
Esse profissional, além de saber reconhecer os seus limites e o seu valor, faz valer não somente os seus direitos e deveres como também os das demais pessoas presentes em seu meio e principalmente daquelas que estão sob o seu comando, que compõem sua equipe de trabalho.
Não é segredo algum dizer de igual forma que o profissional assertivo sabe aonde se quer chegar, qual o caminho a percorrer e como caminhar; portanto, defende uma única postura diante de si próprio e diante da vida.
Bastante comprometido com suas metas e objetivos, cria, firma e mantêm uma relação de parceria consigo próprio bem como com as demais pessoas em seu meio, procurando sempre mostrar-se de corpo inteiro, com muita autenticidade e de maneira não agressiva.
As atitudes de um profissional assertivo são baseadas no respeito, na pro atividade, na educação, na verdade, na justiça, na ética, na confiança, na sinceridade, na autenticidade, na integridade, na empatia e principalmente na transparência, agindo de forma a não deixar dúvidas quanto ao que pensa, sente e deseja, cuidando sempre para que suas atitudes e condutas estejam condizentes com seus valores e princípios, tendo a preocupação e o cuidado de aferir se está sendo honesto consigo próprio, defendendo os seus interesses e direitos, mas tendo a cautela de não ignorar e/ou violar os direitos e os interesses dos demais.
Somados a isso, o profissional assertivo é extremamente sincero e honesto. Portanto, quando diz um sim e/ou um não, concorda e/ou discorda de fato, mas sempre possui a sensibilidade de considerar e de valorizar o pensamento do outro; contudo, demonstra de forma verdadeira e autêntica sua posição diante dos fatos, tendo a sabedoria de ser pró-ativo, se antevendo aos fatos, se planejando para evitar futuros transtornos que por ventura cruzarão o seu caminho.
É fato notório que a assertividade é uma das competências emocionais mais exigidas no que tange ao exercício da função; é essa a razão pela qual o profissional do século XXI deve conscientizar-se que a assertividade nos dias de hoje faz a diferença e que é possível aprender ser assertivo, requerendo apenas buscar conhecimentos e aplicá-los no dia a dia; no entanto é preciso de início ter interesse em ser assertivo, logo, é necessário querer e em seguida é necessário ter coragem e determinação para que ocorra a verdadeira mudança.
Quanto aos erros e/ou falhas que por ventura ocorrerem no decorrer da caminhada contribuindo para deixá-lo insatisfeito, deverão ser imediatamente reconhecidos e em seguida deverão ser tomadas medidas cabíveis e de cunho assertivo. É de fundamental importância que se tenha em mente o exercício do pensar e do repensar, pois a auto-avaliação de forma contínua faz parte de todo esse processo que envolve a assertividade.
Consciente de que hoje vivemos em um mundo repleto de mudanças e incertezas, o profissional assertivo age pautado na flexibilidade; assim,quando a situação exige, a mesma é acionada; por conseguinte, é sábio no exercício de sua função, banindo o rigor quando preciso.
Não obstante, sabemos que os benefícios advindos da assertividade são inúmeros, e dentre estes podemos destacar:
a) a sensação de bem-estar e a de dever cumprido consigo próprio e com os outros,
b) o desenvolvimento bem como o crescimento pessoal e profissional como conseqüência da exposição feita de forma clara, sem inibição e/ou temor do que se pensa, quer e/ou sente, bem como da defesa de seus direitos,
c) eficiência e eficácia nas ações contribuindo para com o desenvolvimento e crescimento organizacional decorrente da transparência nas ações,
d) relacionamento interpessoal aberto tendo como pilar a sinceridade, a confiança, a empatia, a autenticidade e a transparência em prol da harmonia e da solidez, dizendo sempre a si próprio um não a agressividade,
e) equilíbrio emocional,
f) comunicação interpessoal assertiva e baseada na maturidade dos relacionamentos, conseguindo-se comunicar de forma objetiva, honesta e sem constrangimento, cuidando sempre para considerar os sentimentos do outro, colocando-se sempre na posição do outro, tendo demasiada atenção para não deixar nada de forma obscura, mas que tudo fique esclarecido,
g) ação pautada na educação e no respeito, respeito a si próprio e aos outros também, monitorando-se o tempo todo quanto à forma de falar, pois ele sabe que esta faz toda a diferença.
Assim, é bom lembrar que a competência assertividade é hoje mais do que nunca imprescindível a um grande profissional, e para ser um profissional assertivo você irá depender única e exclusivamente de uma só pessoa: VOCÊ.
E o maior beneficiário será VOCÊ!
domingo, 24 de outubro de 2010
assertividade
"Nosso objetivo nesta vida não é o de estar sempre à frente das outras pessoas, mas sim, à frente de nós mesmos, para quebrar os nossos próprios recordes e para superar nosso ontem com o nosso hoje.”
(Stewart B. Johnson)
A palavra assertividade traz em seu cerne uma conduta imprescindível para qualquer profissional que se encontra no terceiro milênio e que queira pelo menos sobreviver neste mercado globalizado e altamente competitivo, que é a transparência.
Transparência no exercício da função é hoje, mais do que nunca, essencial para que se obtenha eficiência, eficácia e, por conseqüência, desenvolvimento e crescimento, tanto profissional como organizacional.
O profissional assertivo possui, além de um equilíbrio emocional muito grande, muita transparência em suas ações, tendo sempre cautela ao agir para não magoar ou ferir o próximo.
As condutas e atitudes deste profissional são baseadas no problema e não nas pessoas envolvidas, agindo sempre de modo profissional e imparcial, com cuidado, para não cometer injustiças, policiando–se sempre para não agir de maneira tendenciosa.
Esse profissional, além de saber reconhecer os seus limites e o seu valor, faz valer não somente os seus direitos e deveres como também os das demais pessoas presentes em seu meio e principalmente daquelas que estão sob o seu comando, que compõem sua equipe de trabalho.
Não é segredo algum dizer de igual forma que o profissional assertivo sabe aonde se quer chegar, qual o caminho a percorrer e como caminhar; portanto, defende uma única postura diante de si próprio e diante da vida.
Bastante comprometido com suas metas e objetivos, cria, firma e mantêm uma relação de parceria consigo próprio bem como com as demais pessoas em seu meio, procurando sempre mostrar-se de corpo inteiro, com muita autenticidade e de maneira não agressiva.
As atitudes de um profissional assertivo são baseadas no respeito, na pro atividade, na educação, na verdade, na justiça, na ética, na confiança, na sinceridade, na autenticidade, na integridade, na empatia e principalmente na transparência, agindo de forma a não deixar dúvidas quanto ao que pensa, sente e deseja, cuidando sempre para que suas atitudes e condutas estejam condizentes com seus valores e princípios, tendo a preocupação e o cuidado de aferir se está sendo honesto consigo próprio, defendendo os seus interesses e direitos, mas tendo a cautela de não ignorar e/ou violar os direitos e os interesses dos demais.
Somados a isso, o profissional assertivo é extremamente sincero e honesto. Portanto, quando diz um sim e/ou um não, concorda e/ou discorda de fato, mas sempre possui a sensibilidade de considerar e de valorizar o pensamento do outro; contudo, demonstra de forma verdadeira e autêntica sua posição diante dos fatos, tendo a sabedoria de ser pró-ativo, se antevendo aos fatos, se planejando para evitar futuros transtornos que por ventura cruzarão o seu caminho.
É fato notório que a assertividade é uma das competências emocionais mais exigidas no que tange ao exercício da função; é essa a razão pela qual o profissional do século XXI deve conscientizar-se que a assertividade nos dias de hoje faz a diferença e que é possível aprender ser assertivo, requerendo apenas buscar conhecimentos e aplicá-los no dia a dia; no entanto é preciso de início ter interesse em ser assertivo, logo, é necessário querer e em seguida é necessário ter coragem e determinação para que ocorra a verdadeira mudança.
Quanto aos erros e/ou falhas que por ventura ocorrerem no decorrer da caminhada contribuindo para deixá-lo insatisfeito, deverão ser imediatamente reconhecidos e em seguida deverão ser tomadas medidas cabíveis e de cunho assertivo. É de fundamental importância que se tenha em mente o exercício do pensar e do repensar, pois a auto-avaliação de forma contínua faz parte de todo esse processo que envolve a assertividade.
Consciente de que hoje vivemos em um mundo repleto de mudanças e incertezas, o profissional assertivo age pautado na flexibilidade; assim,quando a situação exige, a mesma é acionada; por conseguinte, é sábio no exercício de sua função, banindo o rigor quando preciso.
Não obstante, sabemos que os benefícios advindos da assertividade são inúmeros, e dentre estes podemos destacar:
a) a sensação de bem-estar e a de dever cumprido consigo próprio e com os outros,
b) o desenvolvimento bem como o crescimento pessoal e profissional como conseqüência da exposição feita de forma clara, sem inibição e/ou temor do que se pensa, quer e/ou sente, bem como da defesa de seus direitos,
c) eficiência e eficácia nas ações contribuindo para com o desenvolvimento e crescimento organizacional decorrente da transparência nas ações,
d) relacionamento interpessoal aberto tendo como pilar a sinceridade, a confiança, a empatia, a autenticidade e a transparência em prol da harmonia e da solidez, dizendo sempre a si próprio um não a agressividade,
e) equilíbrio emocional,
f) comunicação interpessoal assertiva e baseada na maturidade dos relacionamentos, conseguindo-se comunicar de forma objetiva, honesta e sem constrangimento, cuidando sempre para considerar os sentimentos do outro, colocando-se sempre na posição do outro, tendo demasiada atenção para não deixar nada de forma obscura, mas que tudo fique esclarecido,
g) ação pautada na educação e no respeito, respeito a si próprio e aos outros também, monitorando-se o tempo todo quanto à forma de falar, pois ele sabe que esta faz toda a diferença.
Assim, é bom lembrar que a competência assertividade é hoje mais do que nunca imprescindível a um grande profissional, e para ser um profissional assertivo você irá depender única e exclusivamente de uma só pessoa: VOCÊ.
E o maior beneficiário será VOCÊ!
(*) Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG. Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Site www.marizetefurbino.com.
(Stewart B. Johnson)
A palavra assertividade traz em seu cerne uma conduta imprescindível para qualquer profissional que se encontra no terceiro milênio e que queira pelo menos sobreviver neste mercado globalizado e altamente competitivo, que é a transparência.
Transparência no exercício da função é hoje, mais do que nunca, essencial para que se obtenha eficiência, eficácia e, por conseqüência, desenvolvimento e crescimento, tanto profissional como organizacional.
O profissional assertivo possui, além de um equilíbrio emocional muito grande, muita transparência em suas ações, tendo sempre cautela ao agir para não magoar ou ferir o próximo.
As condutas e atitudes deste profissional são baseadas no problema e não nas pessoas envolvidas, agindo sempre de modo profissional e imparcial, com cuidado, para não cometer injustiças, policiando–se sempre para não agir de maneira tendenciosa.
Esse profissional, além de saber reconhecer os seus limites e o seu valor, faz valer não somente os seus direitos e deveres como também os das demais pessoas presentes em seu meio e principalmente daquelas que estão sob o seu comando, que compõem sua equipe de trabalho.
Não é segredo algum dizer de igual forma que o profissional assertivo sabe aonde se quer chegar, qual o caminho a percorrer e como caminhar; portanto, defende uma única postura diante de si próprio e diante da vida.
Bastante comprometido com suas metas e objetivos, cria, firma e mantêm uma relação de parceria consigo próprio bem como com as demais pessoas em seu meio, procurando sempre mostrar-se de corpo inteiro, com muita autenticidade e de maneira não agressiva.
As atitudes de um profissional assertivo são baseadas no respeito, na pro atividade, na educação, na verdade, na justiça, na ética, na confiança, na sinceridade, na autenticidade, na integridade, na empatia e principalmente na transparência, agindo de forma a não deixar dúvidas quanto ao que pensa, sente e deseja, cuidando sempre para que suas atitudes e condutas estejam condizentes com seus valores e princípios, tendo a preocupação e o cuidado de aferir se está sendo honesto consigo próprio, defendendo os seus interesses e direitos, mas tendo a cautela de não ignorar e/ou violar os direitos e os interesses dos demais.
Somados a isso, o profissional assertivo é extremamente sincero e honesto. Portanto, quando diz um sim e/ou um não, concorda e/ou discorda de fato, mas sempre possui a sensibilidade de considerar e de valorizar o pensamento do outro; contudo, demonstra de forma verdadeira e autêntica sua posição diante dos fatos, tendo a sabedoria de ser pró-ativo, se antevendo aos fatos, se planejando para evitar futuros transtornos que por ventura cruzarão o seu caminho.
É fato notório que a assertividade é uma das competências emocionais mais exigidas no que tange ao exercício da função; é essa a razão pela qual o profissional do século XXI deve conscientizar-se que a assertividade nos dias de hoje faz a diferença e que é possível aprender ser assertivo, requerendo apenas buscar conhecimentos e aplicá-los no dia a dia; no entanto é preciso de início ter interesse em ser assertivo, logo, é necessário querer e em seguida é necessário ter coragem e determinação para que ocorra a verdadeira mudança.
Quanto aos erros e/ou falhas que por ventura ocorrerem no decorrer da caminhada contribuindo para deixá-lo insatisfeito, deverão ser imediatamente reconhecidos e em seguida deverão ser tomadas medidas cabíveis e de cunho assertivo. É de fundamental importância que se tenha em mente o exercício do pensar e do repensar, pois a auto-avaliação de forma contínua faz parte de todo esse processo que envolve a assertividade.
Consciente de que hoje vivemos em um mundo repleto de mudanças e incertezas, o profissional assertivo age pautado na flexibilidade; assim,quando a situação exige, a mesma é acionada; por conseguinte, é sábio no exercício de sua função, banindo o rigor quando preciso.
Não obstante, sabemos que os benefícios advindos da assertividade são inúmeros, e dentre estes podemos destacar:
a) a sensação de bem-estar e a de dever cumprido consigo próprio e com os outros,
b) o desenvolvimento bem como o crescimento pessoal e profissional como conseqüência da exposição feita de forma clara, sem inibição e/ou temor do que se pensa, quer e/ou sente, bem como da defesa de seus direitos,
c) eficiência e eficácia nas ações contribuindo para com o desenvolvimento e crescimento organizacional decorrente da transparência nas ações,
d) relacionamento interpessoal aberto tendo como pilar a sinceridade, a confiança, a empatia, a autenticidade e a transparência em prol da harmonia e da solidez, dizendo sempre a si próprio um não a agressividade,
e) equilíbrio emocional,
f) comunicação interpessoal assertiva e baseada na maturidade dos relacionamentos, conseguindo-se comunicar de forma objetiva, honesta e sem constrangimento, cuidando sempre para considerar os sentimentos do outro, colocando-se sempre na posição do outro, tendo demasiada atenção para não deixar nada de forma obscura, mas que tudo fique esclarecido,
g) ação pautada na educação e no respeito, respeito a si próprio e aos outros também, monitorando-se o tempo todo quanto à forma de falar, pois ele sabe que esta faz toda a diferença.
Assim, é bom lembrar que a competência assertividade é hoje mais do que nunca imprescindível a um grande profissional, e para ser um profissional assertivo você irá depender única e exclusivamente de uma só pessoa: VOCÊ.
E o maior beneficiário será VOCÊ!
(*) Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG. Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Site www.marizetefurbino.com.
domingo, 17 de outubro de 2010
Como as emoções influenciam nossa vida:
o cérebro emocional
Monica Silvia Borine *
Joseph LeDoux é professor do Centro de Ciência Neurológica da New York
University e descreve em seu livro a pesquisa pioneira sobre a natureza e a origem das
emoções. LeDoux observa que o estudo das emoções a partir da compreensão do fun-
cionamento do cérebro permite um conhecimento que vai além daquele proporcionado
somente através da experimentação psicológica.
Discorre, em especial, sobre o papel
da amígdala, parte fundamental do sistema emocional, nas reações de medo - e também
comenta investigações mais recentes de outros cientistas em neurociência, explicando
de que modo muitas emoções fazem parte de um complexo sistema neuropsicológico
desenvolvido para melhor adaptação e sobrevivência.
LeDoux focaliza, ainda, os pro-
cessos cerebrais coexistentes em transtornos de ansiedade, fóbicos e transtorno de
pânico. O interesse pelas relações entre mente e cérebro levou Joseph LeDoux a pu-
blicação desta obra sobre a neurologia das emoções.
Em “O cérebro emocional”, escrito
de forma simples e clara, LeDoux dirige-se tanto ao especialista como ao leigo. Infor-
mativo e esclarecedor, seu livro polemiza com todos que procuram entender melhor
a influência das emoções em nossa vida.
O autor alude sobre a dificuldade da conceituação da emoção e dos esforços que
estão sendo feitos pelos pesquisadores para a sua compreensão. Menciona a relevância
da questão da psicologia da emoção e do cérebro emocional. Demonstra paulatinamente
através da história a tendência de se separar razão e paixão, pensamento e sentimento,
cognição e emoção.
Mestranda em Psicologia da Saúde. Faculdade de Psicologia e Fonoaudiologia. Universidade
Metodista de São Paulo. Trabalho apresentado como parte da avaliação na disciplina
“Metodologia científica”, ministrada por J. Tolentino Rosa, Marília Martins Vizzotto e
Mirlene M. M. Siqueira.
Mudanças - Psicologia da Saúde, v. 13, n. 2, 387-396, jul-dez 2005
Resenhas
Segundo sua explanação os estudos cognitivos buscam compreender de que maneira
adquirimos o conhecimento do mundo, para tal abordando um lado do cérebro que
tem relação com o pensamento, raciocínio e o intelecto.
Segundo o autor a emoção é
excluída e para ele a mente não existe sem a emoção, as criaturas sem a emoção tor-
nam-se o que ele chama de almas de gelo. Com o advento da inteligência artificial (IA)
houve um avanço da ciência cognitiva com o intuito de retratar a mente humana com
o uso de simulações do computador.
Ela se sustenta na posição conhecida como fun-
cionalismo. Sendo assim a mente tem para o cérebro a mesma função que o programa
tem para o hardware do computador.
Os cientistas cognitivos tendem a considerar a mente um processo não consciente
e não como conteúdos inconscientes. Excluindo a consciência, a ciência cognitiva dei-
xou de lado aqueles estados conscientes denominados emoções. Os cientistas cognitivos
rejeitam que mente e consciência sejam a mesma coisa.
O autor dá exemplos de várias pesquisas mostrando que enquanto o hemisfério
direito do cérebro faz a ação o esquerdo tende a explicar com alguma situação relevante
que se encaixe no movimento. O comportamento é uma atitude sem consciência das
razões, pois o comportamento é produzido por sistemas cerebrais de atividades incons-
cientes, visto que uma das principais tarefas da consciência é fazer da nossa vida uma
história coerente, um auto conceito e cérebro faz isso dando explicações para o com-
portamento com base em nossa auto imagem, em lembranças do passado, em expecta-
tivas futuras, na situação social presente e no meio ambiente físico em que se produz
o comportamento. Sendo assim parece que grande parte da vida mental acontece fora
dos limites da percepção consciente.
O processamento de estímulos passa mais tarde a exercer influencia significativa
sobre o pensamento e o comportamento. Segundo o autor a consciência só será enten-
dida se estudarmos os processos inconscientes que a viabilizam.
Sem dúvida o autor
procura deixar bem claro a importância de considerar as emoções de forma consistente
e reveladora e mais ainda o autor questiona do porque a emoção foi excluída da rea-
bilitação da mente realizada pela revolução cognitiva dentro da psicologia.
Citado estudos realizados na área econômica que demonstraram que a tomada de
decisão não é na maioria das vezes racional.
Psicólogos do desenvolvimento afirmam
que o passado da espécie é muito importante quando se trata de explicar a condição
emocional do homem atual. Segundo o autor, que pesquisou a inteligência emocional,
o sucesso da vida depende de elevado quociente emocional (QE), tanto quanto ou mais
do que apenas de um quociente de inteligência (QI). Para a neurociência, cada vez mais
se acentua a importância dos sentimentos mais intensos quando se trata de tomar uma
decisão.
As emoções tradicionalmente são consideradas estados de consciência subjetivos;
sentir medo, irritação ou felicidade é ter a percepção de que se está usufruindo sendo
Resenhas
uma forma específica de experiência tendo consciência desta experiência. Podemos
verificar como o cérebro processa inconscientemente o significado emocional dos es-
tímulos fazendo uso desta informação para controlar atitudes adequadas ao significado
emocional dos estímulos.
Verificando como o cérebro processa informações emocio-
nais, poderemos compreender de que maneira ele cria experiências emocionais.
Cognitivistas aludem que os modelos cognitivos deviam ser vistos como os causa-
dores das emoções se quisermos uma aproximação mais verossímil do que é, na verda-
de, a mente.
Alguns pesquisadores sugerem que a psicologia cognitiva deveria voltar-se para as
cognições quentes em oposição a processos lógicos e frios. Ainda não há uma integra-
ção satisfatória entre estes fenômenos e a ciência cognitiva.
O sistema mamífero é visivelmente constituído como um sistema emocional e, se-
gundo o autor, tanto os processos subjacentes à emoção e à cognição podem ser estu-
dados fazendo-se uso dos mesmos conceitos e ferramentas experimentais. Ele acredita
que de agora em diante reunir cognição e emoção no seio da mente é fundamental
porque a mente possui pensamentos e emoções sendo que um estudo unilateral jamais
será satisfatório.
A ciência da mente é herdeira do reino unido da emoção e cognição. Chamar-lhe
o estudo da cognição e da emoção de ciência cognitiva e fazer-lhe um desserviço diz o
autor certamente de forma crítica querendo na realidade chamar a atenção de forma
enfática para esta questão primordial. & um alerta para a questão separatista que ele
como pesquisador das emoções considera altamente relevante.
Ele continua sua narra-
tiva ainda explorando seu ponto de vista demonstrando que na questão das emoções
ao contrario da cognição há uma maquina biológica o cérebro que nem sempre funci-
ona independentemente do corpo.
Muitas, a maioria das emoções envolve reações fí-
sicas, porem não existe este tipo de relação entre cognições e ações. A cognição permi-
te-nos decidir como reagimos em determinada situação. Nas emoções as respostas
corporais constituem parte integrante no processo global da emoção como bem
enfatizou Willian James.
As emoções se desenvolveram como especializações fisioló-
gicas e comportamentais, reações físicas controladas pelo cérebro que possibilitaram aos
organismos ancestrais a sobrevivência em ambientes hostis e a procriação.
A impossi-
bilidade de um computador ter emoções é devido à falta de uma historicidade a qual
é resultado de muitas eras de evolução biológica.
Apesar da ciência cognitiva, ter tratado as emoções com desatenção os cientistas que
se dedicam ao estudo das emoções em nenhum momento tiveram desatenção aos cien-
tistas que se dedicam ao estudo da cognição, em nenhum momento ignoram a
cognição. A
s emoções resultam das interpretações cognitivas das situações e a atividade
fisiológica deve ter uma representação cognitiva para que possa influenciar uma expe-
riência emocional.
Mudanças - Psicologia da Saúde, v. 13, n. 2, 387-396, jul-dez 2005
Resenhas
O autor relata vários experimentos que apontam a relação emocional e a cognição
em seu ponto de vista as teorias da avaliação, sendo que elas ocorrem a maioria das
vezes inconscientemente sendo que emoção e cognição são ações distintas. Em relação
ao inconsciente emocional podemos lembrar que ele é a base da teoria psicanalítica de
Sigmund Freud.
Após o hiato na década de 60 a 70 surgiram interesses pelos processos emocionais
inconscientes estimulados pelos estudos pela reinterpretação da defesa perceptiva e a
percepção subliminar. De que maneira os processos inconsciente se dão?
O autor cita diversas pesquisas com o inconsciente emocional que indiscutivelmente
mostram que grandes partes das atividades emocionais do cérebro acontecem no incons-
ciente emocional.
Na questão da avaliação o cérebro precisa avaliar um estimulo e decidir-se se este
estímulo deve ser ignorado ou se deve produzir alguma reação. A avaliação preenche
a lacuna entre estímulos e respostas e entre estímulos e sentimentos.
Segundo o autor as teorias da avaliação não estão inteiramente corretas, pois exigiam
que o mecanismo de avaliação se voltasse completamente e desde o começo para os
níveis accessíveis para a introspecção de cognição superior.
RICHARD recentemente afirma: “mesmo que esta tarefa seja desanimadora, creio
que precisamos encontrar formas eficientes de explorar aquilo que esta abaixo da su-
perfície, de que maneira se relaciona com o que é consciente e como influencia o fun-
cionamento da emoção como um todo”.
Emoção e cognição são dois lados da mesma moeda ou moedas diferentes?
Existem versões favoráveis os limites da cognição que são mutáveis, incluindo além
do pensamento do raciocínio e da inteligência também a emoção. O autor prefere a
expressão ciência da mente à ciência cognitiva para significar a abordagem da mente
de modo mais abrangente.
LeDoux vê pontos que acredita que emoção e cognição são melhor compreendidos
como função mentais interativas mas distintas mediadas por sistemas cerebrais
interativos mas distintos.
As emoções segundo o autor funcionam em algum espaço psíquico e neural ao qual
a consciência não tem livre acesso. As funções não verbais primitivas da evolução do
homem permanecem não conscientes e não verbais até se tornarem conscientes e ver-
bais. Segundo autor a teoria do sistema límbico é inadequada como justificativa para
a vida emocional.
O funcionamento do cérebro se dá a partir de sinais elétricos transmitidos pelos
neurônios (células do cérebro) de uma área para os neurônios de outra. A estimulação
elétrica reproduz artificialmente os efeitos do fluxo natural de informações no cérebro.
Vários experimentos eram feitos introduzindo fios no cérebro para através de corrente
elétrica ativar células neurais.
Resenhas
Para W. JAMES as relações emocionais precedem e determinam as experiências
conscientes enquanto para CANNON reações e experiências ocorrem simultaneamen-
te.
Com o advento do neo cortex nos mamíferos a capacidade para formas superiores
de função psicológicas, tais como o pensamento e o raciocínio que aflorou e alcançou
seu auge no homem. Contudo até mesmo no homem o cérebro visceral permaneceu
praticamente inalterado responsável pelas funções primitivas por ele realizada em
nossos ancestrais mais antigos.
As emoções implicam a integração de sensações prove-
nientes do meio ambiente externo com as sensações viscerais intrínseca ao corpo, e que
esta integração se da no cérebro visceral. Os estímulos emocionais do mundo externo
produzem reações nos órgão s viscerais. Em seguida mensagens destes órgãos internos
são transmitidas para o SNC e para todo o Sistema Límbico.
O modelo fisiológico das emoções, que avalia as emoções pela ciência biológica
aplicado à inteligência artificial foi descrito e comentado pelo professor doutor Licurgo
Benemann de Almeida, da UFRS. Para Licurgo:
“A questão das emoções dentro da Inteligência Artificial pode ser tratada de
forma a procurar rotular os principais tipos de emoção, as chamadas emoções
básicas, como faz Ledoux. e aplicar em situações específicas, por exemplo: Se
detectar inimigo então medo.
Neste caso, a emoção medo foi modelada como
efeito resultante do evento detectar inimigo. Do ponto de vista
computacional, o modelo acima é muito eficiente, já que todos os processos
cognitivos e emocionais foram reduzidos a uma linha de código.
Por outro
lado, tamanha simplificação não pode ser generalizada para qualquer caso. Se
o objetivo, por exemplo, fosse modelar os efeitos de outra emoção, como
amor e ódio, a situação ia ser um pouco mais complexa, provavelmente o
problema não se resolveria em uma linha de código. Os eventos que resultam
na emoção amor-ódio não costumam ser muito simples ou diretos.
As emoções são um fenômeno biológico, portanto, podem ser tratados por
uma ótica biológica e não da maneira tradicional utilizada dentro das ciências
normativas, que é a ótica da física, que opera com leis gerais, sem se preocu-
par com os entes que provocam ou realizam tais fenômenos, enquanto que a
biologia procura avaliar o comportamento de cada ente componente do fenô-
meno de forma independente.
Ao rotular o medo como uma determinada emoção, não se está levando em
consideração os processos biológicos geradores desse medo, está-se, isso sim,
avaliando os resultados desses processos do ponto de vista do observador, não
necessariamente correta ou verdadeira. Pela ótica biológica, não se deveriam
modelar os efeitos, mas sim os mecanismos causadores destes efeitos. Então,
a mesma situação Se detectar inimigo então medo mostrada acima poderia ser
vista assim: Se detectar inimigo então supra-renal libera adrenalina. A
Mudanças - Psicologia da Saúde, v. 13, n. 2, 387-396, jul-dez 2005
Resenhas
adrenalina então, quando detectada pelos diferentes órgão e tecidos resulta em
fenômenos como vasoconstrição cutânea, vasodilatação nos músculos, dilata-
ção dos brônquios, diminuição do peristaltismo intestinal, fechamento dos
esfíncteres, entre outros.
Todos esses fenômenos independentes atuando num mesmo momento e asso-
ciados a alguma idéia negativa (de perigo, por exemplo) são a manifestação
biológica do medo, fenômeno psicológico”. (Almeida, 2003, p.1).
LeDoux descreve com propriedade um histórico conceitual de pesquisas realizadas
sobre as emoções até os dias atuais, reforçando as suas próprias pesquisas com a emoção do medo e como está sendo direcionada as pesquisas na atualidade.
Seu conteúdo é recomendado como um livro essencial para um estudo mais
aprofundado e interdisciplinar das emoções, da consciência e do inconsciente emoci-
onal.
Referências
Almeida, L.B. Modelo Fisiológico de Emoções. In http://www.inf.ufrgs.br/pos/
ppgc/semanacademica/artigos2003/1322.pdf acessado em dez 2005. Instituto de
Informática, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Vigotsky, L. S. (1996). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos
psicológicos superiores. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes,.
o cérebro emocional
Monica Silvia Borine *
Joseph LeDoux é professor do Centro de Ciência Neurológica da New York
University e descreve em seu livro a pesquisa pioneira sobre a natureza e a origem das
emoções. LeDoux observa que o estudo das emoções a partir da compreensão do fun-
cionamento do cérebro permite um conhecimento que vai além daquele proporcionado
somente através da experimentação psicológica.
Discorre, em especial, sobre o papel
da amígdala, parte fundamental do sistema emocional, nas reações de medo - e também
comenta investigações mais recentes de outros cientistas em neurociência, explicando
de que modo muitas emoções fazem parte de um complexo sistema neuropsicológico
desenvolvido para melhor adaptação e sobrevivência.
LeDoux focaliza, ainda, os pro-
cessos cerebrais coexistentes em transtornos de ansiedade, fóbicos e transtorno de
pânico. O interesse pelas relações entre mente e cérebro levou Joseph LeDoux a pu-
blicação desta obra sobre a neurologia das emoções.
Em “O cérebro emocional”, escrito
de forma simples e clara, LeDoux dirige-se tanto ao especialista como ao leigo. Infor-
mativo e esclarecedor, seu livro polemiza com todos que procuram entender melhor
a influência das emoções em nossa vida.
O autor alude sobre a dificuldade da conceituação da emoção e dos esforços que
estão sendo feitos pelos pesquisadores para a sua compreensão. Menciona a relevância
da questão da psicologia da emoção e do cérebro emocional. Demonstra paulatinamente
através da história a tendência de se separar razão e paixão, pensamento e sentimento,
cognição e emoção.
Mestranda em Psicologia da Saúde. Faculdade de Psicologia e Fonoaudiologia. Universidade
Metodista de São Paulo. Trabalho apresentado como parte da avaliação na disciplina
“Metodologia científica”, ministrada por J. Tolentino Rosa, Marília Martins Vizzotto e
Mirlene M. M. Siqueira.
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Resenhas
Segundo sua explanação os estudos cognitivos buscam compreender de que maneira
adquirimos o conhecimento do mundo, para tal abordando um lado do cérebro que
tem relação com o pensamento, raciocínio e o intelecto.
Segundo o autor a emoção é
excluída e para ele a mente não existe sem a emoção, as criaturas sem a emoção tor-
nam-se o que ele chama de almas de gelo. Com o advento da inteligência artificial (IA)
houve um avanço da ciência cognitiva com o intuito de retratar a mente humana com
o uso de simulações do computador.
Ela se sustenta na posição conhecida como fun-
cionalismo. Sendo assim a mente tem para o cérebro a mesma função que o programa
tem para o hardware do computador.
Os cientistas cognitivos tendem a considerar a mente um processo não consciente
e não como conteúdos inconscientes. Excluindo a consciência, a ciência cognitiva dei-
xou de lado aqueles estados conscientes denominados emoções. Os cientistas cognitivos
rejeitam que mente e consciência sejam a mesma coisa.
O autor dá exemplos de várias pesquisas mostrando que enquanto o hemisfério
direito do cérebro faz a ação o esquerdo tende a explicar com alguma situação relevante
que se encaixe no movimento. O comportamento é uma atitude sem consciência das
razões, pois o comportamento é produzido por sistemas cerebrais de atividades incons-
cientes, visto que uma das principais tarefas da consciência é fazer da nossa vida uma
história coerente, um auto conceito e cérebro faz isso dando explicações para o com-
portamento com base em nossa auto imagem, em lembranças do passado, em expecta-
tivas futuras, na situação social presente e no meio ambiente físico em que se produz
o comportamento. Sendo assim parece que grande parte da vida mental acontece fora
dos limites da percepção consciente.
O processamento de estímulos passa mais tarde a exercer influencia significativa
sobre o pensamento e o comportamento. Segundo o autor a consciência só será enten-
dida se estudarmos os processos inconscientes que a viabilizam.
Sem dúvida o autor
procura deixar bem claro a importância de considerar as emoções de forma consistente
e reveladora e mais ainda o autor questiona do porque a emoção foi excluída da rea-
bilitação da mente realizada pela revolução cognitiva dentro da psicologia.
Citado estudos realizados na área econômica que demonstraram que a tomada de
decisão não é na maioria das vezes racional.
Psicólogos do desenvolvimento afirmam
que o passado da espécie é muito importante quando se trata de explicar a condição
emocional do homem atual. Segundo o autor, que pesquisou a inteligência emocional,
o sucesso da vida depende de elevado quociente emocional (QE), tanto quanto ou mais
do que apenas de um quociente de inteligência (QI). Para a neurociência, cada vez mais
se acentua a importância dos sentimentos mais intensos quando se trata de tomar uma
decisão.
As emoções tradicionalmente são consideradas estados de consciência subjetivos;
sentir medo, irritação ou felicidade é ter a percepção de que se está usufruindo sendo
Resenhas
uma forma específica de experiência tendo consciência desta experiência. Podemos
verificar como o cérebro processa inconscientemente o significado emocional dos es-
tímulos fazendo uso desta informação para controlar atitudes adequadas ao significado
emocional dos estímulos.
Verificando como o cérebro processa informações emocio-
nais, poderemos compreender de que maneira ele cria experiências emocionais.
Cognitivistas aludem que os modelos cognitivos deviam ser vistos como os causa-
dores das emoções se quisermos uma aproximação mais verossímil do que é, na verda-
de, a mente.
Alguns pesquisadores sugerem que a psicologia cognitiva deveria voltar-se para as
cognições quentes em oposição a processos lógicos e frios. Ainda não há uma integra-
ção satisfatória entre estes fenômenos e a ciência cognitiva.
O sistema mamífero é visivelmente constituído como um sistema emocional e, se-
gundo o autor, tanto os processos subjacentes à emoção e à cognição podem ser estu-
dados fazendo-se uso dos mesmos conceitos e ferramentas experimentais. Ele acredita
que de agora em diante reunir cognição e emoção no seio da mente é fundamental
porque a mente possui pensamentos e emoções sendo que um estudo unilateral jamais
será satisfatório.
A ciência da mente é herdeira do reino unido da emoção e cognição. Chamar-lhe
o estudo da cognição e da emoção de ciência cognitiva e fazer-lhe um desserviço diz o
autor certamente de forma crítica querendo na realidade chamar a atenção de forma
enfática para esta questão primordial. & um alerta para a questão separatista que ele
como pesquisador das emoções considera altamente relevante.
Ele continua sua narra-
tiva ainda explorando seu ponto de vista demonstrando que na questão das emoções
ao contrario da cognição há uma maquina biológica o cérebro que nem sempre funci-
ona independentemente do corpo.
Muitas, a maioria das emoções envolve reações fí-
sicas, porem não existe este tipo de relação entre cognições e ações. A cognição permi-
te-nos decidir como reagimos em determinada situação. Nas emoções as respostas
corporais constituem parte integrante no processo global da emoção como bem
enfatizou Willian James.
As emoções se desenvolveram como especializações fisioló-
gicas e comportamentais, reações físicas controladas pelo cérebro que possibilitaram aos
organismos ancestrais a sobrevivência em ambientes hostis e a procriação.
A impossi-
bilidade de um computador ter emoções é devido à falta de uma historicidade a qual
é resultado de muitas eras de evolução biológica.
Apesar da ciência cognitiva, ter tratado as emoções com desatenção os cientistas que
se dedicam ao estudo das emoções em nenhum momento tiveram desatenção aos cien-
tistas que se dedicam ao estudo da cognição, em nenhum momento ignoram a
cognição. A
s emoções resultam das interpretações cognitivas das situações e a atividade
fisiológica deve ter uma representação cognitiva para que possa influenciar uma expe-
riência emocional.
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Resenhas
O autor relata vários experimentos que apontam a relação emocional e a cognição
em seu ponto de vista as teorias da avaliação, sendo que elas ocorrem a maioria das
vezes inconscientemente sendo que emoção e cognição são ações distintas. Em relação
ao inconsciente emocional podemos lembrar que ele é a base da teoria psicanalítica de
Sigmund Freud.
Após o hiato na década de 60 a 70 surgiram interesses pelos processos emocionais
inconscientes estimulados pelos estudos pela reinterpretação da defesa perceptiva e a
percepção subliminar. De que maneira os processos inconsciente se dão?
O autor cita diversas pesquisas com o inconsciente emocional que indiscutivelmente
mostram que grandes partes das atividades emocionais do cérebro acontecem no incons-
ciente emocional.
Na questão da avaliação o cérebro precisa avaliar um estimulo e decidir-se se este
estímulo deve ser ignorado ou se deve produzir alguma reação. A avaliação preenche
a lacuna entre estímulos e respostas e entre estímulos e sentimentos.
Segundo o autor as teorias da avaliação não estão inteiramente corretas, pois exigiam
que o mecanismo de avaliação se voltasse completamente e desde o começo para os
níveis accessíveis para a introspecção de cognição superior.
RICHARD recentemente afirma: “mesmo que esta tarefa seja desanimadora, creio
que precisamos encontrar formas eficientes de explorar aquilo que esta abaixo da su-
perfície, de que maneira se relaciona com o que é consciente e como influencia o fun-
cionamento da emoção como um todo”.
Emoção e cognição são dois lados da mesma moeda ou moedas diferentes?
Existem versões favoráveis os limites da cognição que são mutáveis, incluindo além
do pensamento do raciocínio e da inteligência também a emoção. O autor prefere a
expressão ciência da mente à ciência cognitiva para significar a abordagem da mente
de modo mais abrangente.
LeDoux vê pontos que acredita que emoção e cognição são melhor compreendidos
como função mentais interativas mas distintas mediadas por sistemas cerebrais
interativos mas distintos.
As emoções segundo o autor funcionam em algum espaço psíquico e neural ao qual
a consciência não tem livre acesso. As funções não verbais primitivas da evolução do
homem permanecem não conscientes e não verbais até se tornarem conscientes e ver-
bais. Segundo autor a teoria do sistema límbico é inadequada como justificativa para
a vida emocional.
O funcionamento do cérebro se dá a partir de sinais elétricos transmitidos pelos
neurônios (células do cérebro) de uma área para os neurônios de outra. A estimulação
elétrica reproduz artificialmente os efeitos do fluxo natural de informações no cérebro.
Vários experimentos eram feitos introduzindo fios no cérebro para através de corrente
elétrica ativar células neurais.
Resenhas
Para W. JAMES as relações emocionais precedem e determinam as experiências
conscientes enquanto para CANNON reações e experiências ocorrem simultaneamen-
te.
Com o advento do neo cortex nos mamíferos a capacidade para formas superiores
de função psicológicas, tais como o pensamento e o raciocínio que aflorou e alcançou
seu auge no homem. Contudo até mesmo no homem o cérebro visceral permaneceu
praticamente inalterado responsável pelas funções primitivas por ele realizada em
nossos ancestrais mais antigos.
As emoções implicam a integração de sensações prove-
nientes do meio ambiente externo com as sensações viscerais intrínseca ao corpo, e que
esta integração se da no cérebro visceral. Os estímulos emocionais do mundo externo
produzem reações nos órgão s viscerais. Em seguida mensagens destes órgãos internos
são transmitidas para o SNC e para todo o Sistema Límbico.
O modelo fisiológico das emoções, que avalia as emoções pela ciência biológica
aplicado à inteligência artificial foi descrito e comentado pelo professor doutor Licurgo
Benemann de Almeida, da UFRS. Para Licurgo:
“A questão das emoções dentro da Inteligência Artificial pode ser tratada de
forma a procurar rotular os principais tipos de emoção, as chamadas emoções
básicas, como faz Ledoux. e aplicar em situações específicas, por exemplo: Se
detectar inimigo então medo.
Neste caso, a emoção medo foi modelada como
efeito resultante do evento detectar inimigo. Do ponto de vista
computacional, o modelo acima é muito eficiente, já que todos os processos
cognitivos e emocionais foram reduzidos a uma linha de código.
Por outro
lado, tamanha simplificação não pode ser generalizada para qualquer caso. Se
o objetivo, por exemplo, fosse modelar os efeitos de outra emoção, como
amor e ódio, a situação ia ser um pouco mais complexa, provavelmente o
problema não se resolveria em uma linha de código. Os eventos que resultam
na emoção amor-ódio não costumam ser muito simples ou diretos.
As emoções são um fenômeno biológico, portanto, podem ser tratados por
uma ótica biológica e não da maneira tradicional utilizada dentro das ciências
normativas, que é a ótica da física, que opera com leis gerais, sem se preocu-
par com os entes que provocam ou realizam tais fenômenos, enquanto que a
biologia procura avaliar o comportamento de cada ente componente do fenô-
meno de forma independente.
Ao rotular o medo como uma determinada emoção, não se está levando em
consideração os processos biológicos geradores desse medo, está-se, isso sim,
avaliando os resultados desses processos do ponto de vista do observador, não
necessariamente correta ou verdadeira. Pela ótica biológica, não se deveriam
modelar os efeitos, mas sim os mecanismos causadores destes efeitos. Então,
a mesma situação Se detectar inimigo então medo mostrada acima poderia ser
vista assim: Se detectar inimigo então supra-renal libera adrenalina. A
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adrenalina então, quando detectada pelos diferentes órgão e tecidos resulta em
fenômenos como vasoconstrição cutânea, vasodilatação nos músculos, dilata-
ção dos brônquios, diminuição do peristaltismo intestinal, fechamento dos
esfíncteres, entre outros.
Todos esses fenômenos independentes atuando num mesmo momento e asso-
ciados a alguma idéia negativa (de perigo, por exemplo) são a manifestação
biológica do medo, fenômeno psicológico”. (Almeida, 2003, p.1).
LeDoux descreve com propriedade um histórico conceitual de pesquisas realizadas
sobre as emoções até os dias atuais, reforçando as suas próprias pesquisas com a emoção do medo e como está sendo direcionada as pesquisas na atualidade.
Seu conteúdo é recomendado como um livro essencial para um estudo mais
aprofundado e interdisciplinar das emoções, da consciência e do inconsciente emoci-
onal.
Referências
Almeida, L.B. Modelo Fisiológico de Emoções. In http://www.inf.ufrgs.br/pos/
ppgc/semanacademica/artigos2003/1322.pdf acessado em dez 2005. Instituto de
Informática, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Vigotsky, L. S. (1996). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos
psicológicos superiores. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes,.
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